doremifah:

“We are Paramore”  - São Paulo, Brasil

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“We are Paramore”  - São Paulo, Brasil

 
 
doremifah:

Headbang with Brazil’s Flag

a year <3

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Headbang with Brazil’s Flag

a year <3

 
 
doremifah:

… Let go what’s in front of me here. I know you’re leaving in the morning when you wake up, leave me with some kind of proof it’s not a dream…

doremifah:

… Let go what’s in front of me here. I know you’re leaving in the morning when you wake up, leave me with some kind of proof it’s not a dream…

 
 
doremifah:

she was pointing to us, that’s so cute

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she was pointing to us, that’s so cute

 
 
 
 
a year a go

a year a go

 
 

doremifah:

I’ll never can thank Paramore enough for this night.   20.02.2011. São Paulo.

one year, now.

 
 

Sobre viver a vida em busca de algo para reclamar sobre

Hoje eu estava no ônibus. Em pé, com calor, esmagada na porta… Eu estava ouvindo música então estava distraída e não estava achando a situação o inferno que eu normalmente acharia. Aí uma hora a moça que estava atrás de mim esbarrou no meu braço e eu suspirei, pensando algo como “poxa, que saco eu estar aqui em pé na porta”…
Alguns minutos depois o ônibus parou em um ponto de ônibus e tinha um homem dormindo no chão, com frio, com fome e eu comecei a pensar. Imagina o quanto aquele homem queria que o maior de seus problemas fosse estar em pé na porta de um ônibus que ele pôde pagar, saíndo da casa de sua família e indo para um lugar para onde ele quisesse ir.
A verdade é que somos acostumados a ouvir que a vida é difícil, e antes de pesarmos nossa sorte, nossos bens, nossas vantagens, corremos logo para reclamar sobre o quão difícil é fazer todas as coisas.
Reclamar vira hábito, vira mania, e passa a irritar aqueles que convivem conosco. Se torna um “ah, eu não falo com ela, porque ela só reclama.”.
Conheço pessoas que tem tudo na vida, nasceram em boa família, sempre tiveram tudo o que quiseram e não sabem dar valor, amam reclamar: Seus pais lhe pagam um curso desejado por muitos, o problema é que fazer o dever de casa é chato. Seus pais decidem passar uma tarde com os filhos, e o problema é que o filho queria ficar em casa vendo TV.
Reclamar é fácil, mais fácil do que agradecer o que se tem e admitir que se é plenamente feliz. Tem gente que realmente ama reclamar. Ama fazer os outros pensarem que sua vida é ruim, e eu nunca vou entender este hábito.
As vezes, só as vezes, é legal parar pra pensar que pode ser que seja entediante caminhar até o mercado de tarde para comprar a janta que sua mãe pediu, mas muita gente não tem o que jantar.
Não acho que com isso você deva se conformar e parar de lutar pelo que você quer, é claro que não. Conformismo é um coisa feia, que não se deve cultivar. Agora, a mania de reclamar não é o oposto ao conformismo. A mania de reclamar é coisa de gente que não sabe dar valorao que tem, e só vai saber quando perder.
Na próxima vez que você estiver em pé em um ônibus, tente se lembrar do homem deitado nas calçadas. E lembre-se que isso é a vida dele, e seu tempo dentro do ônibus é de apenas 30 minutos.

 
 

Porque ser fã é muito mais que isso

Frequentemente me fazem aquela típica pergunta “que tipo de música você gosta?”. Pra mim é sempre uma pergunta complicada. Escuto de tudo, o que me mostram eu posso gostar, sempre estou com a TV ligada e conhecendo as novidades do mundo da música. Pop, rock, etc.
Mas é claro que tem duas palavras que voam da minha boca imediatamente: “Christina” e “Aguilera”. E aí vem todas as outras: “Paramore”, “Taylor Swift”, “The Pretty Reckless”, etc, etc…
Muitas vezes recebo uns comentários ruins, ao que ignoro totalmente ou até retruco, mas nada que vá mudar minha mente em relação aos meus ídolos, mas em outras vezes eu escuto “nossa, eu sou MUITO fã dela/deles”.
Legal achar alguém que ame a mesma coisa que nós, não é? Pode ser, mas nem tanto. Logo pergunto qual a música favorita e a pessoa “ah, aquela que é assim…”, quando pergunto se a pessoa foi no show eu escuto “não deu” e quando pergunto qual o membro favorito da banda, por exemplo, a pessoa só sabe o nome do/da vocalista. Chamamos isso de “poser” e é nesse ponto é que eu preciso definir qual o significado da palavra “fã”.
Uma coisa é gostar da música, ouvir algumas vezes, saber um refrão. Acho ótimo, todo o tipo de público é bom para divulgar os artistas que eu gosto, afinal sem público eles não se manteriam trabalhando, mas “fã”? “Fã” é outra coisa.
“Fã” sabe tudo, as vezes antes mesmo de o próprio artista saber. “Fã” chora junto, sorri junto. Fã não se surpreende quando anunciam os shows em seu país, fã de verdade é o que fez o abaixo assinado para trazer a banda para perto de si. Fã monta fã site, confere twitter e Tumblr todos os dias. Fã trabalha pra comprar ingresso de show e passagem, defende seu artista favorito e briga até com a mãe se precisar.
O maior sonho de um fã é conhecer seu ídolo pessoalmente e o maior medo é a pessoa desistir de sua carreira. Mas se desistir, o fã vai continuar amando e seguindo a pessoa.
Fã perde a noção do ridículo, dorme no chão na fila dos shows, vende um rim pra pagar meet & greet.
Fã quer deletar todas as críticas do mundo para que ninguém magoe seu ídolo. Fã sabe o nome do marido, dos filhos, dos netos, dos sobrinhos e dos pais de seu ídolo.
Fã chama o ídolo pelo primeiro nome e inclui este nome em sua lista de “pessoas importantes pra mim”.  Perde noites de sono, perde amigos, perde dias de vida, perde horas dando f5 e esperando um mínimo tweet.
Fã aprende a falar inglês para entender seus ídolos e chora quando eles estão felizes, ou tristes, ou quando somem.
Ser fã dá trabalho, requer disposição, tempo, vontade, dinheiro, e principalmente amor.
E é claro, o mais importante: Fã que é fã se ofende com os posers de seu ídolo.

 
 

Até que ponto podemos julgar os outros?

As vezes quando eu entro em um lugar eu percebo as pessoas me olhando diferente, comentando minha roupa ou meu jeito de ser e isso realmente me incomoda. Então, hoje eu estava com meus amigos e um deles viu uma moça passar e comentou “credo, que cabelo é esse?”. Fiquei quieta e pensei que era exatamente isso que as pessoas podiam estar falando de mim as vezes, e até deste meu amigo que apontou o defeito na moça que passava.
Comecei a pensar sobre esta mania de algumas pessoas de sempre apontar os defeitos em tudo e em todos. A pessoa assiste um filme e “ah, foi bom… mas não gostei do figurino” ou você mostra uma foto de uma modelo bonita, com os cabelos bonitos e o vestido da moda e a pessoa “mas olha esse nariz/olho/bochecha”, a pessoa assiste a um show e comenta “nossa, mas naquela hora ele desafinou”. Não seria bom, as vezes, prestar atenção na trilha sonora que era linda, nos cabelos que eram perfeitos ou naquele agudo sensacional? Seria.
O problema é que muitas pessoas acham que o bonito e certo é o natural, e deve-se comentar os erros. Eu não penso assim. Me pego pensando o que nos dá esse direito de julgar os outros, o que nos permite apontar o dedo para os erros de todos, menos os nossos no espelho.
Todos nós, e todas as coisas no mundo tem defeitos, muitas vezes incorrigíveis, mas há sempre alguma coisa que podemos elogiar com sinceridade, gostar de certo ângulo. Todo mundo que me conhece sabe que eu não gosto das músicas da Lady Gaga e nem curto muito ela como pessoa, mas quando ela ganhou o VMA em 2010 e subiu ao palco pra receber chorando e falou aos fãs o nome do novo álbum, eu admirei ela por gostar assim dos fãs. Eu poderia ter me focado em detestar a roupa dela, mas eu me foquei no que eu gostei.
Claro que as vezes simplesmente detestamos tudo sobre alguma coisa, mas aí é aquela hora em que devemos simplesmente nos calar. Diz minha mãe que “se você não tem nada de bom para dizer, então não diga nada”.
Acho que essas pessoas que só sabem ver os defeitos nas coisas deveriam parar e pensar um pouco antes: “ok, e se alguém vier aqui me falar o quanto meu cabelo e minhas roupas estão fora do padrão de beleza delas, eu vou me sentir bem?”.
Não entendo exatamente se essas pessoas se acham boas demais perto das outras a ponto de poder apontar seus defeitos com tamanha superioridade ou se elas se acham tão erradas e “feias” que elas precisam apontar os defeitos em tudo para se afirmar, em uma espécie de “se eu falar mal de todas as roupas bonitas, todos vão achá-las feias e ninguém vai criticar as minhas”, algo assim. Qualquer um dos dois, não me parece bom e deve ser algo muito ruim de sentir.
Por isso, na próxima vez em que você ver alguém na rua com uma roupa que você não acha bonita, pense um pouco sobre o que os outros podem estar pensando de você e veja se é bom sentir isso.
Procure ficar um pouco mais calado quando vier essa vontade de julgar. Afinal, não diga nada se não for falar algo de bom… Uma hora a gente descobre que as mães quase sempre estão certas, mas isso é assunto para outro texto.